O cabaré nunca termina

Para mim, que cresci nos anos 80, ouvir o duo de Sheffield Cabaret Voltaire foi uma daquelas experiências que alargam horizontes. Ainda mais quando se é adolescente num Brasil insular, sem o acesso fantástico à informação que vem acelerando desde os anos 90. Mas o fato é que eram muitos ismos ligados a uma audição do Cabaret Voltaire naquela época em que ainda havia comunismo de verdade – embora a opção já não fosse mais tão tentadora.
A conexão industrial Sheffield-São Paulo não é muito difícil de fazer, e talvez por isso, durante muito tempo, a dupla foi das minhas preferidas de todas as bandas de proto-eletrônica, com suas colagens, errr, dadaístas. Mesmo assim, fazia muito tempo que eu não ouvia Cabaret Voltaire. Eles não lançavam nada há 15 anos. Mas em janeiro voltam com o disco Kora! Kora! Kora!, pela  Shiva Records. Ouvi algumas músicas do novo disco no myspace do selo e lembrei direitinho por que eu gostava tanto deles… por conta uma combinação simples: bom-gosto e ousadia. Fácil, né?

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