Elbow, Mercury e Paul Lester

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Com The Seldom Seen Kid, o Elbow venceu o Mercury Prize, o mais importante do Reino Unido. Bateu o preferido deste blogueiro, Burial, e surpreendentemente tirou pela terceira vez o prêmio das mãos do Radiohead – eles já haviam perdido para Roni Size em 97 e para PJ Harvey em 2001. Prêmios não me deixam muito excitado. Acho um pouco fora da curva de nosso tempo ter essa preocupação com o vencedor, o melhor. Isso serve bem ao mercado, mas não a este mundo pulverizado de informações, onde mais vale ir atrás dos seus próprios desejos do que seguir uma mentalidade de rebanho. Antes, essa vitórias até podiam ser boas para a indústria do disco. Os gênios do marketing podiam ir lá e colocar um lindo splash matando a arte do CD: vencedor do Grammy, do Mercury, do festival internacional de Pindamonhangaba. Tirando esse lado meio rabugento, a vitória do Elbow, uma banda que sem dúvida honesta, teve pelo menos um efeito positivo na minha vidinha besta. Pude ler um belo texto do Paul Lester, no blog do Guardian. Na imprensa sempre tão superlativa, o texto de Lester, apaixonado, mas ao mesmo tempo bem pouco deslumbrado, é um fato raro. A tese é a seguinte: por que a vitória do Elbow no Mercury é uma boa notícia, embora não cause nennhum frisson. Para ler, clique aqui.