O captain, my captain

[kml_flashembed movie="http://www.youtube.com/v/-TBMTui7qg8" width="425" height="350" wmode="transparent" /]

Lembro perfeitamente da primeira vez que ouvi Captain Beefheart and his Magic Band, sei lá, há uns 20 anos, talvez um pouco mais. Um amigo fã do Zappa dizia que era uma heresia falarem que tinha um cara mais louco do que o pai de “Bobby Brown”. Descolei uma fita K7 do Safe as Milk – alguém se lembra disso? – que ouvi até enrolar no toca-fitas. Coloquei a fita para tocar numa tarde, estava sozinho na casa dos meus pais, volume no máximo. Pirei. Depois que a fita se foi, fiquei anos sem ouvir.

Só voltei ao Beefheart nesses tempos de internet. Safe as Milk foi um dos primeiros discos que baixei, ainda nos idos do Napster. Embora tenha alguns gigas de mp3 do Beefheart, nunca tive um disco sequer. Isso até hoje. O amigo Bruno Torturra me trouxe dos EUA um vinil lindo, novo, justamente do Safe as Milk. Confesso que fiquei emocionado. Fiquei até a fim de fugir da Trip e correr para casa e botar o bichinho pra tocar.

O disco é 1967 e pode ser considerado o primeiro de estúdio com a fantástica Magic Band. Ele está, obviamente, impresso nas minhas memórias afetivas. Tem Ry Cooder na guitarra e, na maior parte do tempo, é uma viagem de blues elétrico, com pitadas de folk. Só duas músicas têm a estranhesa alucinante que tomou conta da obra de Beefheart nos anos seguintes e que fez com eu discordasse com o meu amigo: é mesmo mais doido do que Zappa. Essas músicas são “Abba Zaba” e “Electricity”, que você pode ver nesse vídeo aí em cima. Pode aproveitar!